Mostrando postagens com marcador saudades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudades. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ai, que saudades!!!!


Que saudades desse espacinho aqui!

Já faz dias que não apareço e confesso que os problemas com o Bloggler me irritaram ao ponto de não ter vontade de escrever.

Comentários anulados, posts e seguidores desaparecidos e uma boa TPM, então já viram, ne?

Mas bóra lá atualizar um pouco este pequeno livro de memórias e dar uma passadinha pra ver os blogs das amigas.

Tudo bem conosco, graças a Deus. Victor tá cada dia mais gostosinho.
Temos aproveitado bastante o calorzinho bom que ta pintando por estas bandas frias, não dá pra perder um só minuto dessa (ainda) Primavera quente.
Por isso, muitos parques, passeios, zoos, praias e estas coisas boas já estão rolando, tão bom!

Algumas fotos, só pra matar saudades. Prometo voltar logo pra botarmos o papo em dia em breve, ta?

Beijinhos,
Bia Mello


A caminho do mar...

domingo, 1 de maio de 2011

Se eu não te amasse tanto assim...

Vida,
Ainda te amo...muito!
Bjs,



Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar

E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval

Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Se eu não te amasse tanto assim
Composição : Paulo Sergio Valle / Herbert Vianna

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Adeus à minha Vovó Marina


Não importa a idade ou a circunstância envolvida. A morte sempre nos surpreende com a sensação de impotência e limitação. Além da dor.

Com grande pesar, recebi a notícia de que havia perdido a minha vózinha. Vó Marina, a única vó que conheci. Além da sua irmã, que chamamos de Tia Nega. Viveram juntas por quase a vida inteira e hoje se despediram.

Minha avó já estava bem doente. Ao longo de seus 94 anos (se não acertei a idade, era em torno disso) viveu uma vida de muita luta, muitos desafios, muito trabalho.

Ainda bem jovem, saiu fugida (mesmo!) do Nordeste com cinco filhos debaixo do braço, não deixou nenhum pra trás. Livrou-se dos maltratos do marido (meu avô, uma criatura difícil, daqueles homens que acham que esposa é capacho), veio pra São Paulo pra tentar viver com um pouco de paz e dignidade.
E conseguiu. Batalhou, mas conseguiu.

E sempre foi um doce, falava pouco, ria muito. Curiosa, amável, desconfiada com tudo e todos. Tivemos o privilégio, eu e meus irmãos, de crescer bem pertinho dela, já que morávamos no mesmo terreno, embora em casas separadas. E ela sempre respeitou nosso espaço, nunca tivemos problemas de relacionamento, embora vivessemos tão próximos. Uma linha imaginária foi traçada, a linha do respeito.

E a casa da vó sempre foi um lugar especial. Porta com porta, mas outro cenário,  outra dimensão. Lá a gente podia comer bolinho de chuva, tomar café cheio de açucar (só pelo prazer de fazer "coisa errada", que na nossa casa era proibido, mas na casa da vó podia...rs), morrer de rir com a leiteira que apitava quando o leite fervia, mas que ela insistia em manter apitando por vários minutos. Quando minha mãe avisava: "D. Marina, pelo amor de Deus, desliga esta leiteira...o leite já ferveu!!! Ela na maior calma ria e respondia: "Ah, filha...ainda não "feuveu" bem não...deixa ai apitando mais um bocadinho..." rs

Já bem idosa, muitos problemas de saúde fizeram com que ela esquecesse de tudo e aos poucos, de todos. Ano passado estive com ela no Brasil, grávida de 5 meses do Victor, seu quarto(?) bisneto. Numa tentiva de manter uma conversa, após uma meia hora juntinhas, ela não sabia quem eu era. Esquecia a cada dois ou tres minutos que passavam.
E perguntava pra irmã, fiel escudeira: "Nega, quem é essa moça bonita que tá aqui nos visitando? E que barrigão, meu Deus! " rs

Vó Marina, você sempre foi um exemplo de vida pra mim. Sua garra, sua perseverança e a sua esperança sempre encheram meu coração de orgulho de ser sua neta.

Seus ensinamentos, seu amor a Deus, sua paixão e compaixão pela vida são dons que levarei pra sempre na memória. Só lamento não poder ter te apresentado o Victor, nem ter podido estar contigo neste ultimo momento, a distância física me impediu.

Que o Senhor a receba de braços abertos e que tenha separado pra senhora um lugar lindo, no reino celestial. Voce merece, vó! Sinto muito sua perda!
Te amo!


Agosto 2009, grávida do Victor - Nosso ultimo encontro


Dezembro de 2009: Vó Marina, Tia Nega e meus irmãos Digo e Mano

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais, mais uma vez!!!


Edu,

Hoje é Dia dos Pais, no Brasil. Embora já tenhamos comemorado a data aqui nos US, voce merece todo dia de comemoração dupla, tripla, etc...

Este é um ano especial, o primeiro com nosso filhote fora da barriga, então: Vamos celebrar!!!

Voce é um pai muito especial e carinhoso. Nos surpreende a cada dia com seus cuidados e amor.

Hoje, lembro-me do meu pai com saudades. Muitas saudades. E vejo muito dele em voce, sempre responsavel e cuidadoso.

E vejo também a linda história de nossas vidas prosseguir, com lindas novidades, com meu irmão mais novo sendo pai também.

Só posso pedir ao Pai Celestial que continue abençoando demais sua vida e que possamos comemorar juntos muitos e felizes Dia dos Pais!!!

Te amamos,

Bia e seu filho Victor

Minha homenagem a voce, papai:

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Carrossel, sonho de criança!

Loof Carousel - Pawtucket, RI

Quando era pequena adorava ver o parquinho de diversões chegando no bairro, montando os brinquedos naquele terrenão vazio que ficava ao lado da escola que eu estudava.

Era sempre em época de Primavera que eles apareciam e geralmente ficavam por la por pelo menos 2 semanas.

O tempo suficiente pra gente sonhar em passear nos brinquedos e comer pipoca quentinha, cheirosa, saída daqueles carrinhos com um senhor com cara de vovô servindo a gente. Eu sempre ficava na dúvida, se pegava a pipoca salgada ou a doce. A salgada era cheirosa demais, mas a doce, ah...a pipoca doce...sei la, tinha algo de encantador naquela coloração avermelhava do melado que eles adicionavam. Só podia optar por uma delas, salgada ou doce. Um pacotinho pequeno, pois minha mãe sempre foi super regrada conosco. Doces e guloseimas estavam longe do nosso cardápio. Mas em dia de parque tudo bem, era dia de festa!

Lembrei-me destes momentos tão especias em que meu pai, todo orgulhoso, ia até a barraquinha de tickets e comprava uma tira enorme deles pra nós, eu e meus dois irmãos. A gente brincava naqueles carrinhos que ficam dando voltas, nas pescarias, nos  avioeszinhos. Mas o que sempre me encantou de verdade era o carrossel.

Carrossel sempre foi algo mágico na minha cabeça de criança. Não era só mais um brinquedo, tinha algo de sonho, de surreal, de romântico. Talvez desde aquela época eu já tivesse a tendência de analisar os espaços, a arquitetura das coisas, vivenciar a arte.

O fato é que me realizei este final de semana quando levamos o Victor no Slater Memorial Park. Além das áreas verdes, playgrounds, lago de pescaria, mini fazendinha,  eles têm um carrossel maravilhoso. Chama-se Looff Carousel, foi construído em 1895 mas ate hoje continua em funcionamento no parque, em Pawtucket.

Chegamos lá e o Victor estava tirando um cochilo no carrinho. Meu marido sentiu o cheirinho de pipoca e providenciei um saquinho pra ele ir comendo, enquanto comprava os tickets. A esta altura eu já estava encantada com o lugar e doida de vontade de dar uma volta. Acho que o baby sentiu minha ansiedade e acordou, meio perdido em meio a tantas luzes e músicas do lugar. O carrossel fica num espaço coberto, protegido das intempéries (e do frio, que por aqui é comum, ne?), o que torna tudo ainda mais intenso: As cores, os sons, os movimentos. Mas não é nada claustrofobico não...bem elaborado, o pessoal faz até festinha de criança la dentro, num espaco reservado pra isso.

Bom, quando o Victor acordou, tratei de ir logo pra fila, aliás deixei o pessoal todo entrar na frente e fiquei como a primeira da fila, pra próxima rodada. Queria pegar um carrinho especial pra ir com o pequeno, tive medo de colocá-lo num cavalinho, ele é pequetitinho ainda pra estas super aventuras.

A carinha de animação dele antes de entrarmos me deixou ainda mais no clima: Na hora senti uma sauade enorme da minha família que ta no Brasil, em especial do meu pai que ja se foi. Ele sempre fazia meus gostos e sei que muitas vezes eram os sonhos dele embutidos nos meus, como naquele momento marcante em que levei meu filho pela primeira vez num carrossel.

Quem tava mais feliz: Mamae ou o Victor?

Encantado, prestando atenção em tudo!

E o Victor amou. O papai ficou de fora, tirando muitas fotos (meu marido não aguenta estes brinquedos de rodar! rs) e erámos só sorrisos.
Até a hora que começamos a parar de girar...conforme ia parando, o Victor pulava no meu colo, acho que ele queria impulsionar o brinquedo pra rodar mais...rsrs
Após algumas voltas, o brinquedo parou de vez e pedi pro meu marido fotografá-lo no cavalinho (tomei coragem pra colocá-lo em cima de um deles!). E o resultado foi esse: O pequeno abriu a boca a chorar, em protesto! Não queria sair de jeito nenhum. Pode uma coisa dessas? :) Tem apenas 5 meses o garoto, ai Jesus...rs
"Não quero sair, mamãe...Buáaaaa!"

Depois se acalmou e fomos curtir as outras etapas da vida, com a mamãe feliz e realizada por estes pequenos mas tão apaixonantes momentos.

Bjs,