Para refletir um pouco sobre Deus...O texto é do Ed René Kivitz, é longo e, no começo, dificil de digerir... Te encorajo a pegar um café ou uma coca ligth, mas leia todinho, até o final.
Te garanto que vale a pena!
Bjs,
Bia Mello
Acho que Epicuro foi quem formulou a questão a respeito da relação entre a onipotência e a bondade de Deus. A coisa é mais ou menos assim: se Deus existe, ele é todo poderoso e é bom, pois não fosse todo-poderoso, não seria Deus, e não fosse bom, não seria digno de ser Deus. Mas se Deus é todo-poderoso e bom, então como explicar tanto sofrimento no mundo? Caso Deus seja todo-poderoso, então ele pode evitar o sofrimento, e se não o faz, é porque não é bom, e nesse caso, não é digno de ser Deus. Mas caso seja bom e queira evitar o sofrimento, e não o faz porque não consegue, então ele não é todo-poderoso, e nesse caso, também não é Deus. Escrevendo sobre a Tsunami que abalou a Ásia, o Frei Leonardo Boff resume: “Se Deus é onipotente, pode tudo. Se pode tudo porque não evitou o maremoto? Se não o evitou, é sinal de que ou não é onipotente ou não é bom”.
Considerando, portanto, que não é possível que Deus seja ao mesmo tempo bom e todo-poderoso, a lógica é que Deus é uma impossibilidade filosófica, ou se preferir, a idéia de Deus não faz sentido, e o melhor que temos a fazer é admitir que Deus não existe.
Parece que estamos diante de um dilema insolúvel. Mas Einstein nos deu uma dica preciosa. Disse que quando chegamos a um “problema insolúvel”, devemos mudar o paradigma de pensamento que o criou. O paradigma de pensamento que considera o binômio “onipotência/bondade” como ponto de partida para pensar o caráter de Deus nos deixa em apuros. Existiria, entretanto, outro paradigma de pensamento? Será que as palavras “onipotência” e “bondade” são as que melhor resumem o dilema de Deus diante do mal e do sofrimento do inocente? Há outras palavras que podem ser colocadas neste quebra-cabeça?
Este problema foi enfrentado por São Paulo, apóstolo, em seu debate com os filósofos gregos de seu tempo. A mensagem cristã era muito simples: Deus veio ao mundo e morreu crucificado. Pior do que isso: Deus foi crucificado num “jogo de empurra” entre judeus e romanos, isto é, diferentemente dos outros deuses, o Deus cristão foi morto não por deuses mais poderosos, mas por homens. Sendo Deus, jamais poderia ser morto por mãos humanas, e sendo o Deus onipotente, jamais poderia nem mesmo ser morto. Paulo, apóstolo, estava, portanto, diante de um dilema semelhante ao proposto por Epicuro: Deus era uma impossibilidade filosófica.
Foi então que os apóstolos surgiram com uma resposta tão genial que os cristãos acreditamos que foi soprada pelo Espírito Santo: antes de vir ao mundo ao encontro dos homens, Deus se esvaziou da sua onipotência[ i], isto é, abriu mão do exercício de sua onipotência, e por amor[ ii], deixou-se matar por eles[ iii]. (Eu disse que “Deus abriu mão do exercício de sua onipotência”, bem diferente de “Deus abriu mão de sua onipotência”).
O apóstolo Paulo admitia que não era possível pensar em Deus sem considerar o binômio bondade/onipotência. Optou pela palavra amor, assim como o apóstolo João, que afirmou “Deus é amor”[ iv]. Jesus de Nazaré foi Deus encarnado na forma de Amor, e não Deus encarnado na forma de Onipotência.
Isso faz todo o sentido. Um Deus que viesse ao encontro das pessoas em trajes onipotentes chegaria para se impor e reivindicar obediência irrestrita, impressionando pela sua majestade e força sem iguais. Jung Mo Sung adverte que “a contrapartida do poder é a obediência, enquanto a contrapartida do amor é a liberdade”. Também assim pensou o apóstolo Paulo, ao afirmar que o que constrange as pessoas a viver para Deus é o amor de Deus (demonstrado na morte de Jesus na cruz)[ v], e nunca o poder de Deus.
Na verdade, “Deus não tinha escolha”. Ao decidir criar o ser humano à sua imagem e semelhança, deveria criá-lo livre. Desejando um relacionamento com o ser humano, deveria dar ao ser humano a liberdade de responder voluntariamente ao seu amor, sob pena de ser um tirano que arrasta para sua alcova uma donzela contrariada. Somente o amor resolveria esta equação, pois somente o amor dá liberdade para que o outro seja livre, inclusive para rejeitar o amor que se lhe quer dar.
André Comte-Sponville é um ateu confesso (sei que vou levar pedradas) que discorre a respeito do amor divino como poucos que já li. Acredita que o amor divino é um ato de diminuição, uma fraqueza, uma renúncia. Usa os argumentos de Simone Weil: “a criação é da parte de Deus um ato não de expansão de si, mas de retirada, de renúncia. Deus e todas as criaturas é menos do que Deus sozinho. Deus aceitou essa diminuição. Esvaziou de si uma parte do ser. Esvaziou-se já nesse ato de sua divindade. É por isso que João diz que o Cordeiro foi degolado já na constituição do mundo. Deus permitiu que existissem coisas diferentes Dele e valendo infinitamente menos que Ele. Pelo ato criador negou a si mesmo, como Cristo nos prescreveu nos negarmos a nós mesmos. Deus negou-se em nosso favor para nos dar a possibilidade de nos negar por Ele. As religiões que conceberam essa renúncia, essa distância voluntária, esse apagamento voluntário de Deus, sua ausência aparente e sua presença secreta aqui embaixo, essas religiões são a verdadeira religião, a tradução em diferentes línguas da grande Revelação. As religiões que representam a divindade como comandando em toda parte onde tenha o poder de fazê-lo são falsas. Mesmo que monoteístas, são idólatras” [ vi].
Você já imagina onde quero chegar. Isso mesmo, entre a onipotência e a bondade de Deus existe a liberdade do homem, e o compromisso de Deus em respeitar esta liberdade. Isso ajuda a entender porque existe tanto sofrimento no mundo. O mal não procede de Deus e não é promovido ou determinado por Deus. O mal é conseqüência inevitável da liberdade humana, que teima em dar as costas para Deus e tentar fazer o mundo acontecer à sua própria maneira. Diante do mal e do sofrimento, o Deus com os homens, encarnado em Amor, também sofre, se compadece, tem suas entranhas movidas de compaixão[ vii].
Mas você poderia perguntar por que razão Deus não acaba com o mal. Isso é simples: Deus não acaba com o mal porque o mal não existe, o que existe é o malvado. O mal não é uma entidade ao lado de Deus. O mal é o resultado de uma ação humana em afastar-se do Deus, sumo bem. O monoteísmo cristão afirma que há um só Deus, e que o mal é a privação da presença de Deus. Os cristãos não somos dualistas que postulamos a existência do bem e do mal. O mal é apenas a ausência do bem. Por isso, o mal não existe, o que existe é o malvado, aquele que faz surgir o mal porque se afasta de Deus, o supremo e único bem.
Ariovaldo Ramos me ensinou assim, e completou dizendo que “para acabar com o mal, Deus teria que acabar com o malvado”. Mas, sendo amor, entre acabar com o malvado e redimir o malvado, Deus escolheu sofrer enquanto redime, para não negar a si mesmo destruindo o objeto do seu amor. Por esta razão Deus “se diminui”, esvazia-se de sua onipotência, abre mão de se relacionar em termos de onipotência-obediência, e se relaciona com a humanidade com base no amor, fazendo nascer o sol sobre justos e injustos[ viii], e mostrando sua bondade, dando chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo sustento com fartura e um coração cheio de alegria a todos os homens[ ix].
É uma pena que Epicuro não tenha lido os apóstolos cristãos, não tenha corrido no parque ao lado de Ricardo Gondim, não tenha ouvido Ariovaldo Ramos pregar, e nem tenha assistido às aulas de Jung Mo Sung.
Carta aos Filipenses 2.6-8
Evangelho de João 3.16
Atos dos Apóstolos 2.23
Primeira Carta de João 4.7
2Coríntios 5.14,15
Comte-Sponville, André, Pequeno tratado das grandes virtudes, São Paulo: Martins Fontes, 1995, Capítulo 18: Amor.
Evangelho de São Mateus 9.36; 14.14
Evangelho de São Mateus 5.44,45
Atos dos Apóstolos 14.17
terça-feira, 3 de junho de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Parabés, São Paulo: 454 anos!!!

Amigos,
Depois de algum tempo sem escrever, uma paixão trouxe-me de volta: O aniversário da cidade de São Paulo.
Podem dizer o que for desta cidade. Sou uma paulistana de carteirinha, completamente apaixonada por ela. Acho até que esta paixão está mais pra amor mesmo. Porque quando estamos apaixonados, não conseguimos sequer notar os defeitos e eventuais problemas do seu objeto de desejo. Ja o amor...O amor nota, considera e nem assim deixa de gostar.
Por isso amo São Paulo. Como cidadã, gostaria que muitas coisas fossem diferentes. Gostaria de não ver crianças nas ruas, vendendo balas em faróis. Seria fantástico ter uma cidade mais justa e mais limpa, organizada em vários sentidos. Gostaria de ver mais dignidade na vida de quem se aventura a batalhar e progredir por aqui. Afinal, São Paulo é a cidade das oportunidades.
Uma metrópole "mãe", que adotou um pouco da cultura de todos os povos que por aqui vivem: italianos, alemães, judeus, portugueses, japoneses, chineses, franceses, africanos, árabes, espanhois, latinos, brasileiros, paulistas!
O lugar da diversidade, capital internacional da gastronomia, do corre-corre diário, da conquista de vários sonhos. A São Paulo dos negócios, da cultura, da complexidade estrutural, da arquitetura que mescla modernidade e história, das convenções e eventos, das novidades, dos desafios, do trânsito e de gente disposta a trabalhar.
Lendo o site "Visite Sao Paulo", encontrei esta pergunta:
"O que define São Paulo?
Bela, rica, intelectual, democrática, viva, esportiva, cultural, sentimental, romântica, moderna, séria, extrovertida, profissional. Não há absolutamente nenhum adjetivo que consiga decifrar com exatidão o que representa uma das megacidades do mundo."
Por estas e outras razões, sinto tantas saudades dela, a cidade que me fez crescer e acreditar que o futuro pode ser melhor, se tivermos dispostos a interferir e modificá-lo.
Parabéns, Sampa!!!!
Um abraço a todos,
Bia Mello
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
I Belive I Can Fly

I Belive I Can Fly - R. Kelly
(Ouça esta música, com Yolanda Adams, no link:http://www.youtube.com/watch?v=jBPBfNlCHio)
"I used to think that I could not go on
And life was nothing but an awful song
But now I know the meaning of true love
I'm leaning on the everlasting arms
If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it
I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can soar
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
I believe I can fly
See I was on the verge of breaking down
Sometimes silence can seem so loud
There are miracles in life I must achieve
But first I know it starts inside of me, oh
If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it. "
Sempre gostei desta canção. Mesmo quando nem sabia o que queria dizer esta letra, eu a cantava do meu jeito, com uma certeza de que alguma verdade existia nela.
Fico feliz por entendê-la hoje e ratificar minha vontade de cantá-la, um pouco mais a cada dia, posicionando a voz na perfeita entonação, empenhando um pouco mais o volume...um pouco a cada dia. Porque tenho vivido tempos diferentes. É, esta é a palavra: Diferente.
Diferente de tudo o que já vivi. Um tempo único, de muito aprendizado, me sinto criança novamente. Acho que por causa disso, estou me permitindo o aprendizado, desde o começo. Na verdade o recomeço, que é mais dificil, mas inexplicavelmente rico.
Será que consigo explicar isso de alguma maneira lúdica? :P
Bem, uma vez eu estava indo pra casa da minha sogra, em Mairinque, perto de São Roque e paramos num posto de gasolina, eu e minha mãe. Era noite, tava bem frio...E naqueles restaurantes simpáticos de estrada, que tem uma porção de guloseimas, chocolates, docinhos, lembrancinhas, fiquei na dúvida, mas pedi: Um chocolate quente! Mas aquele não era um "chocolate quente comum". Era um outro, um desconhecido chocolate quente.
A máquina que o fazia era toda diferente (olha a palavra de novo), com um toque meio retrô, e dela saia um creme escuro, brilhante, um chocolate super denso, encorpado. Não via a hora de beber aquilo , fiquei um pouco fascinada, feito criança. (Ah, ok... admito: Sou uma chocólatra!). Mas tal foi a surpresa: Quando botei na boca, quase não pude engolir...Era diferente demais.
Um chocolate com sabor tão denso, de textura tao macia, tão forte, o sabor tão diferente...Nem doce, nem amargo...E tava bem quente, mas não o suficiente pra queimar minha boca...Tava "no ponto", simples e incrivelmente diferente. Nunca vou esquecer, aquela situação parecia meio surreal.. Tomei metade da xícara, achando que ia esquecer aquele momento. Achando que ia esquecer a cara de curiosidade e desconforto da minha mãe quando viu a bebida, dizendo: "Que estranho...credo...parece até uma sopa!"
Tem sido assim, quase todos os dias. Tenho provado algo diferente. As vezes bem agradavel ao paladar da vida. Outras vezes, nem tanto. Mas de forma geral, tenho conseguido tomar pelo menos metade da xícara. Um pouco a cada dia. Assim como diz alguns versos desta canção:
.
"Se eu posso ver isto, então posso fazer isso,
E se eu só acreditar, nada poderá me impedir.
Eu acredito que posso voar
Eu acredito que eu posso tocar o céu.."
Beijos,
Bia Mello
Bia Mello
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Todas as promessas Dele se cumprem...

Amigos,
Tenho vivido tempos de conquistas. Mas são conquistas bastante esperadas, de longa data, daquelas que voce acredita que acontecerão um dia, mas não faz a menor idéia de como, quando, onde...
Sou evangélica, mas não gosto muito desta definição...Acho que não representa tudo aquilo que realmente creio, o que sinto. Sou cristã, acho que assim fica mais claro, bem mais objetivo, pois quem eu amo e creio mesmo é Cristo, o Filho de Deus.
Mas quem me conhece sabe que, apesar da minha convicção, nunca fui persuasiva ao ponto de incomodar os ouvidos. ( E olha que isso é algo dificil pra mim, pois a-do-ro argumentos!!! rs). Para alguns amigos "crentes" isso pode até soar como algo ruim, mas sempre fiz questão de respeitar meu próximo. Ao invés de fazer algum amigo "engolir guela abaixo" aquilo que eu acredito, sempre tentei usar minha vida pra expressar a verdadeira mensagem de Jesus, que é o amor, a amizade, a incondicional alegria em viver.
Bem, não sou perfeita, nem mesmo um exemplar espelho pra ninguem, mas acredito que "viver Cristo" faz alguma diferença. Tento ser pelo menos amiga, porque Ele sempre é meu amigo, não importando-se com a situação. Já pude colher alguns frutos através da doação do amor que vem de Deus.
Pois bem, o que eu quero mesmo compartilhar com voces é a experiência da esperança. Da fé. E isso, creio ser independente de religiosidade.
Meu esposo resolveu se batizar aqui nos EUA, na igreja que estamos congregando, a Vineyard Church. Isso tem feito meu coração se encher de alegria, porque estamos juntos a seis anos e sete meses e agora podemos olhar numa mesma direção. O que me deixa mais feliz é que ele decidiu isso sozinho. Fiz parte desta escolha somente naquilo que o Senhor me direcionou. Odiava a idéia dele se "converter" por minha causa. Queria que ele conhecesse a Deus, que pudesse ter uma experiencia mais perto Dele, mas por ele mesmo, não por mim.
E assim, ao longo destes anos eu jamais questionei sua fé, eu só dizia pra Deus:
"Senhor, quando eu orei e te perguntei, o Senhor me respondeu: "Sim, é ele!" Então me casei, sou muito feliz porque nossas vidas estão nas Tuas mãos. No momento certo, o Senhor nos aproximará de Ti, e isso está nas Tuas mãos também".
"Senhor, quando eu orei e te perguntei, o Senhor me respondeu: "Sim, é ele!" Então me casei, sou muito feliz porque nossas vidas estão nas Tuas mãos. No momento certo, o Senhor nos aproximará de Ti, e isso está nas Tuas mãos também".
Estou aprendendo muito a respeito de ansiedade. Talvez seja a idade, a maturidade chegando, sei la... (ui que arrepio...idade, maturidade...buaaaa...rsrsrs). O fato é que sempre fui muito agitada, nunca gostei de depender de ninguem. Querer é poder sempre foi algo que acreditei, e ainda acredito. Mas eu queria naquela hora...por isso ja sofri pra caramba....
Deus tirou-me da "posição de conforto", onde eu dominava o que tudo o que eu fazia, em varios sentidos. Minha vida estava sob controle e isso me dava uma certa "arrogância" diante de Deus.
Assim que cheguei aqui percebi que as coisas seriam diferentes. Que eu teria que aprender tudo de novo e principalmente que isso iria levar algum tempo...
To aprendendo, devagar. Mas o Senhor é bom. Ele tem me dado muitos "gifts"! Acredito que o maior deles é entender que "todas as promessas passam pelo teste do tempo!"
Um louvor conhecido fala sobre isso, mas ainda não tinha caído a minha ficha... Agora eu entendo melhor.
Você precisa estar preparado para conquistar alguns sonhos. E isso vale para todas as áreas da sua vida: espiritual, sentimental, profissional, financeira, familiar. Porque as vezes nós queremos algo, queremos, queremos, queremos. Dai conseguimos e aquilo logo perde a graça.
Mas algumas coisas são realmente importantes e merecem um tratar especial. Para que mude o seu rumo, para que tire você do chão. Pra te fazer bem pro resto da vida. Para que você tenha certeza do seu verdadeiro valor.
Espero que meu coração cheio de alegria possa contagiar o seu e te fazer ter a certeza de que vale a pena esperar o tempo que for necessário por aquilo que realmente vai valer a pena, afinal como dizia o poeta Fernando Pessoa: "Tenho em mim todos os sonhos do mundo".
E quanto ao tempo, uma poesia especial à luz da Palavra de Deus:
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."
Eclesiastes 3:1-8
Um abraço enorme a todos,
Bia Mello
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Saudades de "quase tudo"...
Oi pessoas,
Ainda tenho tantas fotos de NY pra postar, mas resolvi dar uma pausa, respirar e falar um pouco do sentimento que está me envolvendo estes dias: A tal da saudade...
Sinto saudades sempre, mas tem semanas que ela é minha companheira. Fico mais sensível, tenho vontades que não posso realizar no momento (como por exemplo, dar um abraço nos meus irmãos, comer um pedaço de pizza na Bendita Hora...). Mas não quero deprimir você que está lendo isso...não quero (e nem posso) ficar deprimida também.
Ainda tenho tantas fotos de NY pra postar, mas resolvi dar uma pausa, respirar e falar um pouco do sentimento que está me envolvendo estes dias: A tal da saudade...
Sinto saudades sempre, mas tem semanas que ela é minha companheira. Fico mais sensível, tenho vontades que não posso realizar no momento (como por exemplo, dar um abraço nos meus irmãos, comer um pedaço de pizza na Bendita Hora...). Mas não quero deprimir você que está lendo isso...não quero (e nem posso) ficar deprimida também.
Afinal saudade definitivamente não é um sentimento ruim.
Particularmente acho um sentimento adorável...EU AMO relembrar as coisas, parece uma boa oportunidade de reviver os momentos.
Pode parecer meio mazoquista, mas não lembro só dos bons momentos. Lembrar dos ruins (e isso inclui as gafes que cometi, pessoas chatas, situações complicadas, aquela maldita prova que não consegui realizar), lembrar da aflição destes momentos me dá uma sensação de liberdade, sensação de um mergulho numa piscina ao final da tarde de verão, quando a àgua ta bem quentinha...Sabe, como acordar cedo no sábado, desligar o despertador e pensar: "Delicia! Não tenho que trabalhar hoje!"
Pois é...me sinto bem por estes problemas terem passado. E por eu ter sobrevivido a eles.
Quem me conhece sabe o quanto sou uma pessoa otimista. Na verdade eu diria que sou prática! Ontem mesmo disse isso a uma amiga: Eu não nasci pra sofrer!
É claro que eu entendo que a gente não é feliz pra sempre durante as 24 horas do dia, mas estou falando de uma outra coisa. To falando daquele papo de olhar o copo e dizer: Droga, já ta meio vazio! Prefiro pensar que ainda tem bastante milkshake pra beber e o copo está meio cheio!
Nem sempre é facil encarar a vida olhando o tal "lado positivo". Nossa vida não é um conto de fadas, a gente tem que batalhar e engolir altos sapos. E fala a verdade…as vezes o bicho emperra na garganta que é um sufoco! Mas dá pra ser sempre um pouco mais feliz independente das circunstâncias. Eu acho que dá!
Por isso quis falar de saudades...
Estou morando fora do meu País de origem, longe de pessoas que eu amo e vou amar a vida toda. Longe de todas as coisas que eu já dominava, que já estava acostumada. Como um bebê, to reaprendendo a me comunicar...pra ter uma idéia de como é só o começo...
Estou morando fora do meu País de origem, longe de pessoas que eu amo e vou amar a vida toda. Longe de todas as coisas que eu já dominava, que já estava acostumada. Como um bebê, to reaprendendo a me comunicar...pra ter uma idéia de como é só o começo...
Mas a minha opção é sentir saudades boas!
E fazer com que estes sejam os melhores dias da minha vida!
Porque, certamente, vou sentir saudades deste tempo também!
.
Beijos,
Bia Mello
Ps: Coloquei este link de vídeo, porque a letra desta música (Tocando em frente - Renato Teixeira e Almir Sater) - fala um pouco sobre o que sinto hoje. Provavelmente você já conhece o começo dela, mas não se deixe levar...ouça, preste atençao na letra...Esta versão feminina está na voz de Gabriela Rocha):
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Um pouco mais sobre New York

New York, New York...
Realmente esta é uma cidade apaixonante! É diversidade, movimento.
Fascinante, principalmente para uma paulista de coração como eu, super cosmopolita!
O agito, as lojas, o transito, a vida ativa, diurna, noturna, intensa. New York é "a cidade que não dorme", vários shopping centers, empresas e outros estabelecimentos comerciais não param de funcionar, assim como seu sistema de transporte público (onibus e metrô) que operam todos os dias de forma integral.
Sempre dá pra aprender algo novo por la, pois há uma infinidade de programas culturais: Praticamente um museu a cada esquina, teatros com peças incriveis, a famosa Broadway...
Bem, vamos por partes:
Assim que chegamos na cidade, tratamos de encontrar um estacionamento (sim, nós fomos de carro, pois estamos a umas tres horas de NY). Não vale a pena passear de carro em NY. O ideal é tomar os famosos taxis (todos amarelinhos!!!) ou encarar o metrô. É realmente espetacular a quantidade de linhas existentes no metrô, interligando a cidade inteira, muito além da ilha de Manhattan. O sistema de metrô possui (pasmem!)468 estações!!! Cerca de 1,4 bilhões de pessoas utilizam o metrô anualmente. Mas vou confessar: Os trens e as estações de São Paulo dão de dez no metro de NY! A maioria das estações são antigas, mal cuidadas e escuras. O trem parece uma estufa.
Assim, compramos um bilhete bem interessante pra quem ta visitando a cidade: O Metrocard que custa 7 dólares e vale por um dia inteiro, assim você pode fazer quantas viagens quiser, sem limites! Muito conveniente!
Embarcamos na Chambers St Linha Verde e fomos para a Bowling Green onde encontra-se o Batery Park City. De lá, pegamos um barco para conhecer a Estátua da Liberdade.
Um passeio que vale a pena! Os barcos são imensos, com uma razoavel infraestrutura de lanchonete e lojinha de gifts.
Primeira parada: Ilha da Liberdade! Conto tudo sobre ela na próxima postagem...
Bjs,
Bia Mello
domingo, 19 de agosto de 2007
Só pra começar a falar de New York...

Amigos,
Uma primeira foto do nosso passeio em New York...
Aguardem, pois esta semana contarei tudinho, em detalhes!
Ai, adoro isso!!!! :P
Vou continuar as "comemorações" do meu niver! Hoje ja recebi muitos recadinhos fofos e tres ligacoes muito especiais: Minha mama, minha sogra e minha "amiga Sheila", a Andrea!!! :P
Obrigada pelo carinho, pelos recadinhos no orkut e tudo mais!
Beijinhos,
Bia Mello
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Muitas emoções...New York!
Realmente preciso escrever sobre isso...
To agitada, ansiosa, feliz ou, como se diz por aqui:
I am excited!!! I'm very excited!!! :P
What about? Oras...Domingo é meu aniversário e ganhei um presente delicioso do meu marido: Conhecer Nova York!!!! Uhu!!!!!
Talvez você nao imagine o quanto estou eufórica com esta viagem, mas quem me conhece sabe que Nova York tem tudo a ver com a minha personalidade!
Não é verdade? Sou paulistana, arquiteta, leonina, filha de Deus...quer mais? :P
Ja fiz alguns planos, imprimi os mapinhas, anotei os endereços, enfim...quase tudo pronto!
Fiz as unhas e pintei de vermelho...Acho que New York merece unhas vermelhas...rs
Aliás o esmalte foi meu primeiro presente americano, da minha irmazinha Carina, logo que cheguei aqui. Falei com ela hoje e to com uma dorzinha apertando o coração, pois por estarmos viajando, não poderemos ir no niver do Calebe amanhã. Espero que compreendam, de coração...Happy Birthday, lindinho!!!
Tambem, não sei como pode ter tanta gente fazendo aniversario neste mês...Bate qualquer recorde!
Bem, teremos muitas coisas pra falar durante a semana todinha....
See you...
Bia Mello
Primeira postagem
Ola,
Esta é a minha primeira postagem e estou animada a começar a escrever
.
Na verdade estou com pouco tempo disponível agora, mas mesmo assim vou deixar esta primeira mensagem a todos que, de alguma forma, participam da minha vida!
Espero que este blog seja um canal de bençãos pra quem acessa-lo.
Que vcs possam compartilhar comigo as minhas alegrias, emoções, ansiedades, acontecimentos, angustias, pesquisas, projetos, risadas, realizações,desabafos, enfim...Um pouco da minha vida!
Um beijo,
Sejam muito bem vindos!!!
Bia Mello
Esta é a minha primeira postagem e estou animada a começar a escrever
.Na verdade estou com pouco tempo disponível agora, mas mesmo assim vou deixar esta primeira mensagem a todos que, de alguma forma, participam da minha vida!
Espero que este blog seja um canal de bençãos pra quem acessa-lo.
Que vcs possam compartilhar comigo as minhas alegrias, emoções, ansiedades, acontecimentos, angustias, pesquisas, projetos, risadas, realizações,desabafos, enfim...Um pouco da minha vida!
Um beijo,
Sejam muito bem vindos!!!
Bia Mello
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