Mais um dia e entro na 37 semana de gestação do Luke.
Uma gravidez abençoada, saudável, mas totalmente diferente da do Victor. Na primeira a gente tem tempo de curtir tudo, faz diário e book de gestante, tira um zigalhão de fotos. Na segunda, só Deus pra ter misericórdia!
E o meu humor não anda lá uma Brastemp nesse finalzinho, não. To cansada, com muitas dores, muitas coisas pra fazer e o pique acabou, sumiu, fez o favor de desaparecer. Ja não consigo ficar de lá pra cá, o peso da barriga me lembra a todo momento que sim, estou grávida e preciso me acalmar. Mas não me acalmo. Aliás, só me desespero mais. Sou uma pessoa que gosta de planejar, mas acima de tudo, de fazer. Tá, tenho um tipo lider, que gosta de mandar fazer. Mas meu marido não é exatamente o meu melhor estagiário, entende?
Ele é calmissimo, faz as coisas necessárias e as demais, ele me olha e diz: "Calma neguinha, deita um pouco, descansa...não precisa tanta coisa, vc devia relaxar..."
Isso me mata. Mas preciso me conformar e pensar que daqui a pouco o Luke chega e vai dar tudo certo. Independente daquilo tudo que planejei (tenho um sonho de consumo pra antes do baby chegar: Casa extremamente limpinha, desinfetada, com cheiro de alcool, sabe? Roupas organizadas nos closets como em revistas de decoração, brinquedos do Victor todo em ordem, nenhuma peça de roupa pra lavar, nada de louça na pia da cozinha, comida pronta no freezer, decoração do quarto impecável, mala de hospital pronta, incluindo kit de maquiagem, unha do pé/mao super bem feitas, cabelo alisado/tingido/cortado/escovado, e uma mamãe com uma cara bem relaxada, de quem dormiu bem a semana inteirinha, anterior ao parto). Ok, tragam a camisa de força. Tamanho grande, please!
Meninas, este negócio de ser mãe não é mole não. Sinto demais a falta da minha família nessas horas, que sofre comigo pela distância e impossibilidade de estar conosco nesse momento. Minha mãe já nem dorme direito, tadinha. Na espera de fazer a cirurgia do outro joelho, fica se martirizando por não estar aqui comigo nesse momento critico, mas muito especial.
Esquenta não, vai dar tudo certo. Bom, pelo menos eu acredito nisso. Acredito mesmo. Mas não deixo de sofrer. Mas, deixa eu sofrer um pouco, por favor?
Até que eu sou bem fortezinha e otimista na maior parte do tempo.
Pra agora "eu me permito" chorar e descabelar (o tal cabelo que já foi alisado/tingido mas nao cortado ainda - bye, bye alongamento por um tempo, ne? Nao vai rolar aquele cabelao no hospital!).
Me desejem sorte (óia eu aqui pedindo mimos, carência a toda prova, muito hormônio na jogada), que logo o pequeno chega e a vida entra nos eixos de novo. Com ou sem enfeite de porta de maternidade!
Beijos,
Bia Mello